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Thursday, March 24, 2011

politiquices



várias pessoas reagiram de várias formas diferentes à demissão do governo. há quem tenha festejado, há quem tenha ficado assustado, eu fiquei na mesma, mas com uma ligeira satisfação. se por um lado esta mudança não serve de grande coisa a nível político, a nível psicológico foi a notícia do ano, porque muita boa gente não suporta o senhor engenheiro. confesso que vou ter saudades da lábia dele e da sua incompetência, consciente ou não, para governar o país de forma justa e equitativa. de qualquer das formas o pior que acontece ao país é ficar na mesma, continuar neste limbo para sempre. sim, porque existem duas hipóteses bastante simples para a crise: a reascensão ou a queda. à parte isso o PS faz uma oposição muito mais eficaz que a do PSD e tem mais boys também. bem que vão disfarçando a coisa com solidariedade do estado mas enfim... podia dizer mais alguma coisa, mas estou farto de política. saturado vá...

Wednesday, March 9, 2011

sobre a revolução e os oportunismos

"Nós somos malucos a cantar e a gritar mas não aspiramos ao poder. É o que nos distingue de outros que possam aparecer a gritar. É com esses que as pessoas têm de ter cuidado e os Homens da Luta também servem para avisar sobre isso."

Jel no i

Thursday, March 3, 2011

cortes e energia

parece que agora a educação, tal como a cultura sempre tem servido, serve para equilibrar as contas da nação. enquanto isso a edp faz mil milhões de lucros que irá distribuir pelos accionistas. já nem falo do escandaloso monopólio e controlo do mercado por parte da edp, mas pelo menos podiam começar a pagar os dezasseis mil milhões que devem ao estrangeiro.

política para iniciantes: o que interessa são cortes. não interessa onde. aliás, quanto mais importante for o sector melhor. e depois ainda despachamos a culpa para quem no-los pediu.

Friday, February 11, 2011

jean-luc godard| a sociedade tecnocrata



Alphaville de Jean-Luc Godard retrata uma sociedade tecnocrata, uma sociedade lógica, à qual chega um agente secreto dos "países exteriores" cuja missão principal é destruir esta sociedade robótica. esquecendo toda a qualidade do filme, a imagem e música perturbantes, a beleza e o charme de Anna Karina, vale a pena pensar na nossa sociedade.

olhemos para os nossos governantes. olhemos para a actualidade. olhemos para toda a burocracia e todo o afastamento humano que permitiu que uma mulher estivesse morta em casa durante 9 anos, caso que, infelizmente, não é único. existe uma crescente automatização da sociedade. tudo é automático. tudo são números e probabilidades. engenheiros, economistas e advogados preenchem grande parte dos lugares da assembleia. poucos são os sociólogos e os que estudam os homens, as pessoas. porque controlar números é fácil. as pessoas são bem mais abstractas.

nessa perspectiva, este Alphaville devia ser obrigatório para todos os governantes.

Thursday, February 3, 2011

egipto sem p


hemácias faciais, imagem da casa

o que se está a passar no egipto é importantíssimo, não só para áfrica, como também para nós, ocidentais. é o futuro de toda uma civilização global que está em jogo. não tenho muito bem a certeza, sou muito novo, mas parece-me que este é o primeiro movimento de revoltas genuinamente popular a acontecer numa aldeia global e num país não ocidental.

de uma forma lacónica, este processo que começou na tunísia, julgo, pode ter dois resultados: a chegada da verdadeira democracia a áfrica, que com todos os seus defeitos é mil vezes melhor que as ditaduras impostas; ou a imposição de regimes ainda mais autoritários. independentemente do que isso significa para o egipto, para nós ocidentais isto pode valer como incentivo ao protesto ou, por outro lado, levar ao medo, porque afinal de contas as revoluções ainda que feitas por populares, não vão de encontro à vontade geral, tendo muitas vezes consequências nefastas como sangue, feridas, fracturas, infecções, miséria, violência.

o egipto, que há muito havia perdido o poder (o popular), decidiu revoltar-se e mostrar que um cidadão pode não mandar nada, mas que só no cairo há 20 milhões e que esses sim são o egipto, esquecendo os exércitos, governantes, fronteiras. os países são as pessoas, os povos, as culturas. e uma revolução por semana dava jeito para não nos esquecermos disso.

Monday, July 26, 2010

Porque é que Passos Coelho é melhor que Sócrates?



Compreendo que não se vejam diferenças entre eles. Mas elas existem e não vale a pena ignorá-las.

Desde que me recordo, o PS critica a direita por defender as privatizações. O PS e a restante esquerda criticam, particularmente o PSD, como aliás está a suceder agora, em relação à revisão constitucional. Não vou falar da restante esquerda, que eu acredito fingir fechar os olhos, mas a hipocrisia de José Sócrates que ora entrega hospitais a privados, condenando-os à política do lucro fácil, ora critica alterações na Constituição, que afinal de contas já existem, caso contrário expliquem-me as taxas moderadoras e o aumento do preço dos livros. Isto não é ser tendencialmente gratuito.

Quanto às privatizações recordo-me que a grande massa delas foram feitas pelo PS, sempre pelo PS. Assim como as parcerias público-privadas, que são desastrosas políticas.

Expliquem-me então, qual é o crime de Passos Coelho em querer algo, que afinal de contas, o governo de Sócrates e o de Guterres já implementaram anteriormente? Não o defendo, mas pelo menos tem a dignidade de dizer exactamente o que quer, em vez de se fazer de esquerda, quando se torna claro que é de direita, ou algo ainda pior, algo de desastroso.

Passos Coelho é melhor que Sócrates porque quem vota nele está à espera da postura que ele apresenta. Já quem vota em Sócrates pensa que está a comprar cavalo, mas leva pior que burro.

Wednesday, April 21, 2010

Paris-Lisboa



AVISO: Não venho enxovalhar a deputada Inês de Medeiros, venho, isso sim enxovalhar quem votou a favor (ou o permitiu) da decisão de pagar as viagens Paris-Lisboa à deputada socialista (que constam ser de classe executiva)

Não sou contra isso por nos encontrarmos ao pé do abismo, ou por ter sido aprovado maioritariamente pelo mesmo partido que aprovou um PEC que pretende, nada mais nada menos, que diminuir salários e cortar dinheiros em todo o lado (menos onde não faz falta nenhuma, exactamente, lá em cima). Não, isso já é habitual. Carros novos na EDP. Prémios pagos pelo estado (pois claro que os gestores são bons, sobem quanto quiserem, investimento todo público, será assim tão difícil atingir objectivos?). Recibos verdes e outras falcatruas. A assembleia melhor equipada tecnologicamente da União Europeia (ou das melhor). etc. etc. etc.

Simplesmente me custa o facto de todo o professor, médico, enfermeiro, trabalhador ter de pagar as suas deslocações para o emprego. Qual é a diferença entre um deputado e um outro qualquer trabalhador? Aparentemente toda... (Daqui a algum tempo os porcos começam a andar em duas patas).

Custa-me também o facto de essa senhora não trazer de Paris alguns ideais revolucionários, para virar o país ao contrário, para se investir na educação, que está garantida (sem menção a qualquer preço) na declaração universal dos direitos do Homem (onde também aparece que todos os homens nascem iguais), sim, porque é a única hipótese portuguesa. O futuro. O presente está em cacos, e tão cedo, pelo que mostra a total apatia popular, não vai melhorar.

Bonne soirée

Monday, January 11, 2010

Hospital de Braga deixa de atender doentes de quatro especialidades

"A gestão privada do Hospital de Braga decidiu deixar de atender doentes nas especialidades de imuno-alergologia, infecciologia, nefrologia e reumatologia. (...)

Numa nota interna divulgada na passada Sexta feira, a gestão privada do Hospital de São Marcos (Braga) anunciou aos seus profissionais que vai deixar de receber doentes nas especialidades de imuno-alergologia, infecciologia, nefrologia e reumatologia.

Segundo a administração daquele Hospital, vinculada ao grupo José de Mello Saúde, a quem foi entregue pelo anterior governo Sócrates a gestão daquele hospital no âmbito da Parceria Público Privada (PPP) para a construção do novo hospital de Braga, aquelas especialidades médicas "não fazem parte do perfil assistencial" da instituição."

in Esquerda.net

com o todo o devido respeito, já tinham o conhecimento destas palhaçadas? Sabia que existiam, mas não assim... curioso governo de "Esquerda"... Quanto ao aproveitamento económico do Grupo, não é de estranhar...

Agora, continuo a achar que todos os Seres Humanos têm o mesmo direito à educação, vida e saúde... Existe um conjunto de artiguitos, chamam-se... creio que... Ah! Declaração Universal dos Direitos do Homem... Provavelmente vivemos fora desse Universo, tal como muitos outros países... Acho que por isso a Educação e a Saúde, assim como talvez, apesar de mais complicado, a Justiça , deviam ser públicas... Não espero que isso algum dia venha a acontecer. Mas devia.

Tuesday, December 15, 2009

A Anedota da Educação



Vivo numa vila onde tudo se sabe em pouco tempo. Toda a gente sabe se fulano tal casou ou não. O concelho tem 30000 habitantes, a vila não deve ter metade disso, por isso... Toda a gente sabe quem morre, e espalha a notícia. Também se sabe dos cancros, quem teve quem não teve. Pois bem, nos últimos dois anos cerca de 5 professoras na escola teve cancro, o que é muito elevado, para um concelho onde muita pouca gente chega a ter cancro. No concelho os casos também têm disparado, mas creio que não tanto como na educação, que é apenas uma pequena classe profissional, que não deve representar um décimo da população do concelho. No entanto os casos conhecidos de cancro devem ser bem mais que um décimo que os manifestados em todas as classes profissionais.

O amianto é uma substância cancerígena e representa a cobertura de grande parte das escolas do país. Naturalmente este pode ser visto como um factor perigoso, e é. As escolas não fazem a sua substituição, nem os conselhos executivos, nem a entidade máxima da Educação. Já tive um professor que fazia parte do Conselho Executivo. Segundo ele a quantidade de amianto nas coberturas não era muito considerável, pelo que não se justificava o emprego de quaisquer fundos. Ora, esta é uma substância extremamente cancerígena, proibida nalgumas partes do Brasil, França, Inglaterra, ...Todas as partículas de amianto são consideráveis!

Seria muito caro substituir todas essas coberturas por chapas metálicas? Talvez não fosse barato, mas não seria mais caro do que os novos plasmas que apareceram na escola, provavelmente fruto do plano tecnológico, que, numa escola com este atentado à saúde pública e onde chove dentro por vezes, se torna ridículo. Muito, muito ridículo!

Sei que disse que não iria mais falar de política, penso que até tenho cumprido, mas com coisas tão ridículas como isto, e com muitas outras que se têm passado (tantas), e eu calado, cada vez mais se vê que este primeiro ministro só sabe fazer propaganda política, esquecendo-se de que há um país que há cerca de 15 anos, 20, está à espera de governantes, e que nunca conheceu políticos 5*.

Fugi um pouco do tema, mas aquele homem,(perdoem-me o Ad Hominem) que faz tudo a pensar nas próximas eleições, que quer mandar no seu partido e nos outros, que se esquece que agora manda menos que os outros 4 partidos, e que só está no poder porque há alguns fanáticos, outros interessados, e alguns que não queriam arriscar noutra cor política, tira-me do sério, de tão pouco sério que é. Qualquer um dos outro quatro partidos era melhor escolha, pelo menos enquanto à frente do PS estiver esse senhor, " a esquerda possível" com que Manuel Alegre o apelidou, descendo na minha consideração (que era muito alta), esquecendo-se que Portugal para Sócrates são os poderosos, e um punhado de familiares.

Friday, September 25, 2009

Democracia, a maior das ditaduras



Escrevo isto, cerca de 60 horas antes das eleições legislativas, e cerca de 24 horas depois de sair uma sondagem que dá uma vantagem do PS sobre o PSD de 8%. Eu não posso votar ainda, isso só gera ainda mais revolta em mim. Eu, que sou um cidadão informado, mais ou menos culto, que cumpro os meus deveres cívicos, porque a maioria da população, que é a favor das cunhas e da corrupção, gosta mais do Socas. Eu, que tenho uma mãe professora de Biologia e não aceito que ela me diga os exercícios mais prováveis de sair nos testes da minha professora, porque não quero ser favorecido, mesmo com outros alunos a recorrerem a explicações recebendo esse mesmo benefício.

É nestas circunstâncias que apetece dizer que a democracia é a maior das ditaduras. Segundo a democracia a maioria decide, e a minoria nem direito tem à moderação de acordo com a sua vontade. Já John Rawls, penso que era ela, que numa sociedade justa nunca uma minoria podia ser prejudicada por causa da maioria. Utilizadores mais assíduos considerar-me-ão incoerente, sendo eu simpatizante do Bloco de Esquerda. Mas eu defendo que uma minoria não seja prejudicada por uma maioria, não que a possa utilizar da forma mais suja que há. Aproveito para explicar a posição em relação às patentes que o bloco defende. Eu era inicialmente contra esta medida, mas li um documento do bloco e têm razão em relação a isso. Pensemos no conhecimento. O conhecimento não pode ser propriedade privada. A pessoa que o desenvolve deve ser altamente recompensada, mas não pode possuir esse conhecimento. Assim sendo essas pessoas podem proibir outras de desenvolverem o seu conhecimento, e assim o conhecimento parará, só para não falar no patenteamento de conhecimentos públicos para enriquecimento de particulares. Aqui e aqui.

***

Já há algum tempo que penso assim, e já ouvi pessoas a se manifestarem no mesmo sentido que eu. Agora a pergunta está em: como posso eu dizer que a democracia é pior que a ditadura? Afinal na democracia só alguns são ignorados, enquanto na ditadura são todos. Ai está, uma divisão que justifica esta minha posição. É uma questão de justiça.

E soluções? Afinal de contas não se pode só criticar... qual é então o modelo perfeito? Isto foi só crítica, não há modelos perfeitos. Mas podia haver! A democracia, se os nossos políticos fossem minimamente sérios, seria o modelo perfeito. Cada pessoa escolheria o seu representante, e depois ao invés de decisões tomadas por uma maioria, essa maioria cedia nalguns aspectos, criando algum consenso... Este seria o modelo perfeito...

Talvez por isso eu considere, que nesta situação, independemente do vencedor das eleições, o mais importante é que não haja uma maioria absoluta, porque isso seria igual aos últimos 4 anos. E pelo menos a mim, esses quatro anos já chegaram...

Tuesday, September 8, 2009

brilhante

podem criticar o mais que quiserem, mas o senhor Louçã esteve muito bem no debate, esteve simplesmente brilhante... o senhor sócrates ainda tentou deturpar o que o BE apresenta, e provavelmente a maior parte das pessoas retiveram isso, mas pronto, neste momento também maior parte das pessoas querem votar no sócrates. é esta a prova de que a educalão em Portugal nunca funcionou muito bem!

ataques de Sócrates ao plano do BE:
- nacionalizações: o BE não quer fazer nacionalizações, mas sim, para com as privatizações, porque deve haver pelo menos uma alternativa pública em cada sector.

- política fiscal: a simplificação que o BE quer impletementar faria com que só se pudesse descontar quando se escolhe o Privado em vez do público, o que implicaria uma Saúde e Ensino gratuito, havendo depois a opção do privado, naturalmente mais caro.

relembro que o actual sistema premeia as pessoas que gastam dinheiro. aquelas que poupam, saem prejudicadas, porque ainda têm de pagar...

Monday, August 24, 2009

A irónica relação massas-políticos



Já há muito que não falo de política, até porque tenho estado um pouco distraído desse mundo: as campanhas eleitorais raramente são interessantes. Hoje, enquanto via o telejornal, deparei-me com duas notícias que de forma diferente, achei curiosas: o senhor primeiro ministro português congratulava-se dos resultados na educação, enquanto o Presidente Obama perdia popularidade por tentar implementar a mais importante medida dos últimos 20 anos para os EUA.

O senhor José Sócrates, que como já devem ter reparado é o meu ídolo, é sem dúvida o maior político português, ou melhor, o maior comunicador da política em Portugal. Ele, com meia dúzia de medidas e com meia dúzia de palavras, consegue fazer com que as pessoas acreditem no que ele diz. Eu sou estudante, e sei perfeitamente porque é que os chumbos diminuíram e porque é que mais alunos completaram o nono ano. Em primeiro lugar devo dizer que a avaliação dos professores é importantíssima para isto: os professores são tanto melhores quanto menos alunos chumbarem, e, obviamente, se chumbarem quem não sabe para passar são penalizados. Em segundo lugar criou cursos em que os alunos têm tudo pago e só têm de marcar presença, em aulas de exigência 0. Alunos que tiravam 8 a Matemática, em cursos desses têm 20.
Eu acho que realmente, nem todos os alunos devem ser obrigados a completar o ensino superior, e que deve haver cursos profissionais, mas que não sejam desenhados para os menos capazes, mas sim para as profissões que precisam de menos formação. Agora, que a exigência deve ser mantida claro, só os conteúdos é que devem ser diferentes em relação aos outros cursos.

E assim as pessoas pensam que tudo está melhor, mas na verdade, o número de alunos aumentou, mas a qualidade diminuiu imenso. E assim lá vai José Sócrates enganando as pessoas.



Já nos EUA passa-se uma situação, que eu vejo como sendo oposta. Enquanto em Portugal o primeiro ministro colhe créditos por uma situação que, de positiva nada tem, nos EUA o Presidente Obama é criticado por tentar melhorar e muito o nível de vida. Obama quer, tal como Clinton e a sua administração, implementar um sistema nacional de saúde. Isto é necessário para uma maior protecção social, porque neste momento, se alguém adoece lá está perdido, se isso não estiver incluído no seu seguro. Que os republicanos e os media não estejam a favor desta medida, é normal: há muito dinheiro por trás do sistema de saúde de seguros e os interesses particulares falam mais alto que os interesses do país. O que é imcompreensível é as pessoas estarem contra esta medida, só porque não querem pagar mais um imposto. Isto é no mínimo ridículo, ou muito estúpido da parte destas pessoas.

Aqui está a ironia das coisas: quando os políticos fazem o que devem, vão abaixo; quando fazem por ganhar votos toda a gente aplaude.

Sunday, August 16, 2009

Machismo disfarçado



Esta é uma opinião que eu tenho há algum tempo, desde que se começou a pensar na lei das mulheres na política, ou qualquer coisa do género,e decidi partilhá-la.

Segundo esta lei, deve existir um número mínimo de mulheres em qualquer tipo de organismo. Muita gente pode ver nisto uma gentileza enorme da parte dos políticos masculinos, que finalmente aceitaram a igualdade de direito das mulheres. A mim cheira-me a uma outra coisa, e devo devo dizer que não me cheira muito bem!

Reparem que isto distingue claramente homens de mulheres, como se dissessem que as mulheres são mais fracas à partida, do que eu discordo, e que por isso se deve facilitar um pouco, criando um determinado número de vagas. É assim, a lei até pode ter sido criada com uma boa intenção, mas a mim soa-me a machismo! Descriminação positiva, mas ainda assim, descriminação!

Olhemos agora para a actualidade: é uma mulher que governa a Alemanha, há uma candidata a governar Portugal, e nos EUA quase foi uma mulher. Parece-me que neste momento, a lei está um pouco desenquadrada. Neste momento se não há mais mulheres na política, também se deve ao facto de só agora se começarem a interessar mais, e a ter as portas mais abertas.

Acho que o acto mais nobre que poderiam tomar era deixar de distinguir homens de mulheres, deixar de olhar para as aparências e para o nome, e olharem mais para o valor intrínseco das pessoas enquanto governantes.

Wednesday, July 22, 2009

Imagens de Marca do Governo Sócrates

Há já algum tempo que não falo em política, até porque não tenho andado atento aos noticiários, nem tem havido nenhum assunto de especial relevância que me chamasse a atenção. Hoje no entanto, dois temas chamaram-me a atenção:

- o caso dos contentores

- o caso do campus da justiça

Estes dois casos são duas das marcas das políticas Sócrates. Por um lado,os negócios "pouco claros", e "pouco inteligentes", no caso de serem para bem do país. Por outro, as políticas para o Inglês ver (pode ser que assim criem mais outlet's em zonas protegidas de Portugal).



Comecemos pelo caso dos contentores: um negócio pelo que dizem péssimo (não me inteirei das condições), com a particularidade da Liscont não sair a perder de forma nenhuma! Se o negócio correr bem, a Liscont fica com os lucros, se correr mal, o Governo compensa-lhe as perdas. Peço desculpa, mas isto é tudo menos um negócio! É um presente! Faz lembrar outro caso muito semelhante, o da Cimpor. Não questiono o preço que a parte do Estado custou, mas sim o facto de caso as acções da empresa subam, o vendedor pode recomprá-las pelo preço a que as vendeu, mesmo que valham muito mais! Isto durante três anos. Só depois o Estado poderia vender a terceiros! Como vêem, isto é ridículo.

Quanto ao segundo caso, é óbvio que aqui não se pensa no que um Campus de Justiça deve ter! Ou seja, segurança! O Campus é muito bonito, e, possivelmente, cómodo, Mas segurança não tem nenhuma. Edifícios de "paredes de vidro", sem dúvida muito resistentes!

Só gostava que os políticos portugueses, e em especial Sócrates e amigos, pensassem mais nas necessidades do povo e menos na sua própria barriga.