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Wednesday, April 13, 2011

michel gondry| home-made cinema| 2008



a partir de um conjunto de cassetes apagadas num videoclube, surgiu a necessidade de regravar todos os seus filmes. isto para as personagens de Jack Black e de Mos Def (rapper habituado a papéis caricatos no cinema mais non-sense), no videoclube de Danny Glover, vizinho de Mia Farrow. é assim que Michel Gondry constrói o argumento e a filmagem de um filme sobre a criatividade, a capacidade de improvisar e o direito que temos de controlar a nossa história. o filme torna-se em certos pontos muito (...), mas no final, acaba por valer a pena por um par de piadas, um par de morais e um par de momentos de verdadeira arte cinematográfica.


Miss Falewicz: The past belongs to us, and we can change it.


Jerry: How come you never got married Mr. Fletcher?
Elroy Fletcher: Well, the common story is, the girl that you's gon' ask you waited too long to ask. She went on to marry somebody else and then you can't find anybody to compare to her, so what happens?... You get old.

Monday, February 14, 2011

Charlie Kaufman e Michel Gondry| A Natureza Humana| 2001


mais um filme nascido da pena de Charlie Kaufman. mais um filme genial. a realização de Michel Gondry assenta-lhe que nem uma luva (especialmente aqueles aparentes defeitos) num filme que retrata de uma forma espantosa a natureza humana. como em qualquer filme de Kaufman por trás de uma ideia invulgar (ainda que neste caso não tão original como noutros filmes) surgem diálogos, relacionamentos e contactos humanos que transformam uma comédia bem disposta num filme perturbante em que os lados mais fracos do homem, o desejo à adaptação, a indecisão, a traição são postos em exposição. tudo isto a partir de uma mulher com muito pêlo, um cientista comportamental e um selvagem educado pelo pai para ser um macaco. um filme obrigatório para quem gosta de psicologia.

Nathan Bronfman: Remember, when in doubt, don't ever do what you really want to do.
Lila Jute: That's the key.

Nathan Bronfman: What is love anyway? From my new vantage point, I realize that love is nothing more than a messy conglomeration of need, desperation, fear of death and insecurity about penis size.

Saturday, December 25, 2010

Eternal Inception of the Spotless Mind

Recentemente um tal filme denominado de Inception tem causado burburinho. Complexo, confuso, enigmático e genial, é assim descrito, aquele que já é considerado, pelos users do imdb, o 8º (creio eu. que raio de blog em que o autor nem se dá ao trabalho de fundamentar o seu texto) melhor filme de sempre. É um filme francamente bom, mas que a meu ver, a esse nível não passa a mediocridade. Numa linha semelhante, houve também um outro filme, esse genial a meu ver, desde o conceito a toda a construção do filme: Eternal Sunshine of the Spotless Mind.

Tal como Inception este filme conta com uma construção de imagem genial. Vemos a mente da personagem interpretada por Jim Carrey (sim, Jim Carrey, o palhaço da companhia, aqui, numa brilhante interpretação maioritariamente dramática) apagar tudo o que pertence a um amor dramático com a peronagem de Kate Winslet. É, sobretudo, um filme de amor. É um filme esquizofrénico, de um homem que depois de ter assinado um contrato, luta com todas as forças que tem contra a sua mente, a fim de não perder as memórias que tem da sua outra metade.

O filme teve uma recepção muito boa, destacando-se a atribuição de um Óscar para melhor Argumento Original. Se Michel Gondry tem aqui uma bela peça de realização, a escrita de Kaufman é genial, ele que também escreveu Being John Malkovich e Inadaptado. O título teve origem no poema Eloisa to Abelard de Alexander Pope:

How happy is the blameless vestal's lot!
The world forgetting, by the world forgot.
Eternal sunshine of the spotless mind!
Each pray'r accepted, and each wish resign'd ..